wUm Ringue Para Dois

No corner vermelho: Thaís (Francezinha), 24 anos, 1,56m, 47 quilos, estudante de Fisioterapia. Sincera, distraída, maluquinha, agitada, inteligente e nervosinha! Já lutou no Francezinha Tagarela, Flixonase Aquoso, Blogs Que Eu Vi, O que Elas Querem e Jornal do Blogueiro.

No corner azul: Rafael, 24 anos, 1,79m, 87 quilos, estudante de Psicologia. Irônico, bagunceiro, reclamão, malandro, autêntico e preguiçoso. Já lutou no Amigo Não É Banco, Videoteca, O ET da Carioca e Jornal do Blogueiro.


wOs lutadores
Rafael e Thaís se conheceram por blogs e hoje são namorados e eternos apaixonados. Quando estão dentro do Ringue, ninguém segura, mas fora dele são muito companheiros. Este blog Para Dois versa sobre as curiosidades da vida, textos úteis e inúteis, bem como histórias desse casal meio maluco e apaixonado. Quem tiver coragem, que suba com eles no Ringue!



Na platéia: online


wNocauteados! (KO)

Amigo Não É Banco
Blogs Que Eu Vi
Flixonase Aquoso
Francezinha Tagarela
O ET da Carioca
O Que Elas Querem
Videoteca

e
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(quando era famoso... BoN)



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wMarço 24, 2006


Conto Inacabado



Este conto foi publicado no meu antigo blog em 28 de Junho de 2004. Estou republicando no nosso blog em homenagem a ela...

E quando seus olhos se cruzaram naquela noite de sábado, entre milhões de outros olhares perdidos no ambiente escuro, ele sabia que ela seria sua. Não, não era a primeira vez que se viam, mas inexplicavelmente desligaram-se do mundo naquele momento inesperado e, sem qualquer palavra, beijaram-se apaixonadamente numa nervosa euforia de desejo. Mas não tinha sido como as noites que ele havia passado nos últimos tempos... Ele sentia um calor inconsequente quando lembrava-se dela nos dias seguintes, mas tentava de alguma forma ocultá-lo. Não podia ser. Não daria certo. Mas o Tempo... Ah, o Tempo! Mestre das soluções, imperador soberano das resistências e sentimentos humanos... O Tempo passou. Tudo parecia ter voltado a ser como era antes. Mas quando ela o fitava, havia uma certa cumplicidade no ar, uma certa intimidade velada ao mundo todo, que o fazia estremecer... Tempo, tempo... Mãos, abraços, carinhos inocentes. Dúvidas, medo. Tempo.

Sábio Tempo, que soube alimentar as fantasias dos dois... Sábio Tempo que tentou explicar a eles que não tinham uma escolha a fazer. Mas o medo do novo se mostrava impiedoso Vilão. Olhares, medo, mãos, insegurança, carinho, atenção, dúvidas... e subitamente um beijo roubado sob o brilho intenso da lua. Sem que os olhares se cruzassem e novamente sem palavras proferidas, ele não conteve o desejo de estar outra vez tão próximo daqueles lábios quentes e macios.

Mas o Vilão não quis ir embora, ao contrário do que ela esperava. O medo se fortaleceu, os fantasmas começaram a assombrar a alegria daqueles momentos. Ela quis desistir, não queria se machucar. Ele não podia deixar aquilo acontecer. Sofria muito com a idéia de vê-la partindo. Ela tentou fugir. Ele não deixou. E à medida que o Sábio Tempo tomava conta dos dois, o desejo e a saudade iam solidificando aqueles laços e aos poucos afastando o grande Vilão.

Ah, Sábio Tempo, que como um arcanjo afasta todos os males, salva de todos os medos. E assim o fez com o casal que se apaixonava e não mais conseguia ficar sem se falar, nem sem se ver... Precisavam um do outro, precisavam trocar olhares silenciosos, precisavam sentir o calor do corpo do outro, trocar afagos e beijos. Precisavam rir e brincar juntos, precisavam dizer boa noite ao telefone antes de dormir. Ele não conseguia evitar acordar pensando nela. Ela não conseguia conter a euforia quando ele telefonava inesperadamente no meio da tarde "só para dizer oi".

Os dois não sabiam mais o que era distância. Os dois não queriam a distância. Queriam ficar mais e mais próximos e ir vivendo cada vez mais intensamente, na mesma proporção em que o sentimento se fortalecia. A cada dia que passava, um turbilhão de maravilhosas emoções crescentes tomava conta dos dois. As dúvidas se foram, as inseguranças caíam, os dois se queriam incondicionalmente. O Vilão do medo se desintegrava. Mas nenhum dos dois saberia como seria o futuro, como num conto inacabado, daqueles que começam de repente e terminam sem que ninguém saiba o final.

posted by Rafael at 5:39 PM